Regina Migliori comenta o novo Setor dois e meio

19/11/2008 • Regina Migliori
São Paulo, novembro de 2008 - A tradicional divisão em primeiro, segundo e terceiros setores está caindo por terra. As ações de governo, empresas e ONGs e OSCIPs cada dia mais se mesclam em busca de seus objetivos. Dentro dessa miscigenação emerge, com força, a atuação de empresas de finalidade privada com atuação semelhante a de organizações não-governamentais.
 
Esse novo formato tem até um nome, explica a consultora de paz da UNESCO e diretora do Instituto Migliori, Regina Migliori. "Enxergamos claramente a ascensão do setor dois e meio. As empresas deixam de ser vistas como vilãs e passam a ser estimuladas em suas ações que incentivem as questões sociais". 
 
"A nossa atuação no Migliori, aliás, é de auxiliar empresas a identificar em seu DNA valores éticos e morais importantes ao seu desenvolvimento", explica Regina. Este modo de encontrar soluções para empresas, trabalhadores e o setor de educação, fez o Migliori criar um método próprio de trabalho, o mesmo que foi aplicado para criar o case de Sustentabilidade do Banco Real. Um exemplo de sucesso que poderá ser abordado em entrevista.
 
Sustentabilidade
Questões como ecologia, miséria humana e economia não dependem de um único indivíduo, mas sim, de toda a humanidade na busca de soluções. Este é um fato novo e uma experiência inédita na trajetória da humanidade. "Teremos que elaborar estratégias e tecnologias para lidar com estes desafios. Precisamos encontrar mecanismos de entendimento entre culturas, interesses, crenças e percepções diferentes", diz Regina.
 
A consultora desenvolve metodologias de trabalho também se baseando em relatório publicado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) "desafios do século XXI": global X local; universal X particular; tradição X modernidade; soluções a longo prazo X a curto prazo; igualdade de oportunidades X competitividade; construção de conhecimento X assimilação de informação; e espiritual X material, para implementar as metodologias.
 
Novos desafios
Regina iniciou o trabalho como consultora em uma ampla abordagem ainda na década de 80, quando as empresas e os profissionais somente falavam em competitividade, metas e outros. Hoje, o Instituto é referência e atua desenvolvendo projetos para grandes empresas públicas e privadas como Ministério da Educação, Fundação Getúlio Vargas, PUC - Minas Gerais, ESPM, Polícia Militar do Estado de São Paulo, UNESCO, AMCHAM Brasil, Banco Real ABN Amro, Grupo Votorantim, Vale, Grupo Gerdau, GOL Transportes Aéreos, Petrobras, Natura, Governo dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, entre outros.



[voltar]