Raiva! Como estabilizar essa emoção?

12/11/2019 • Regina Migliori

Para algumas pessoas, estar nervoso passou a fazer parte da sua identidade. É sinônimo de comprometimento, de estar alerta, de manter a velocidade, de pressionar os supostamente acomodados, de estar ocupado com algo importante. Parece até se orgulhar de estar nervoso. Chega a se sentir mais efetivo.

Sou nervoso mesmo! Acho que nasci assim! Sempre fui assim, agitado! Impossível ficar calmo nessa situação!

Essas afirmações se tornam crenças, como se fossem uma sentença inalterável a determinar os comportamentos. Porém, esses estados irritadiços constantes desequilibram nossa saúde física e mental, provocando atitudes insensatas. O cérebro, apesar de muito eficiente, deixa de ser eficaz quando processa a raiva. A falta do treino mental, faz com que a raiva impeça a clareza do processo decisório, provocando impactos negativos e perturbadores para si próprio e para os outros.

Dispomos de mecanismos que nos alertam sobre os perigos, acionando uma reação imediata, como lutar, ou fugir. Mas, o ritmo de vida que temos adotado, as pressões a que somos submetidos, as inúmeras necessidades que criamos para nós mesmos, a violência urbana, a impessoalidade das relações, entre outras coisas, pode acentuar nossa irritabilidade, desequilibrar nosso emocional e levar o cérebro a disparar este alarme de perigo de forma descontrolada, mantendo-nos em constante estado de estresse, sobrecarregando nossos sistemas, com potencial para nos levar a um estado de pânico.

Mas, é possível buscar um caminho de solução. Vale a pena praticar esses 5 passos:

ESCOLHA INTENCIONAL: estudos indicam que cerca de 40% do nosso índice de bem-estar não depende de questões genéticas ou de circunstâncias sobre as quais temos pouco ou nenhum controle, e sim daquilo que escolhemos de forma intencional.

ESPAÇO DE POSSIBILIDADES: é preciso criar espaços internos e externos, onde as nossas energias possam ser recarregadas e consigamos enxergar que a vida é um campo infinito de possibilidades.

PRÁTICA DIÁRIA: cultivar a calma e a estabilidade emocional precisa se tornar uma prática diária, uma meta pessoal.

AUTOOBSERVAÇÃO: ser capaz de se observar, perceber a emoção que foi despertada pelo que aconteceu, estar consciente das emoções que afloram.

PRESENÇA CONSCIENTE: ao perceber qual emoção está aflorando, torna-se possível não reagir impulsivamente e ter consciência do que falamos e fazemos.

Eu e você, nos confrontamos a todo momento, com o desafio de estar consciente sobre si mesmo, e ser responsável pelas ações de corpo, fala e mente.  Não é fácil praticar este estado de presença consciente. Requer esforço. Mas vale à pena, e ninguém fará isso por você! Portanto, pare de se irritar, e crie soluções inteligentes para suas dificuldades.

Regina Migliori 




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