"Selfit": a compulsão por selfies

27/11/2019 • Regina Migliori

 

 

Quantas selfies você fez hoje? São várias poses e ângulos até a escolha da foto perfeita. Mas o exagero nesse comportamento pode ser um distúrbio mental que exige tratamento, afirmam pesquisadores da Universidade de Nottigham Trent, no Reino Unido, e da Escola de Administração de Thiagarajar, na Índia.

Postar selfies nas redes sociais é um fenômeno global, mas o hábito contínuo e compulsivo de tirar fotos de si mesmo foi batizado de “selfit”, uma obsessão, preocupação excessiva que dificulta pensar em outra.

Os pesquisadores desenvolveram uma Escala do Comportamento Selfitis, para avaliar sua gravidade, a partir de três níveis:

. No limite: tirar fotos de si mesmo pelo menos três vezes por dia, mas não publica nas redes socias;
. Agudo: tirar fotos de si mesmo pelo menos três vezes por dia e postar parte delas nas mídias sociais;
. Crônico: impulso incontrolável de tirar fotos de si mesmo e postar nas redes sociais mais de seis vezes por dia. 

Os ‘selfitis’ são escravos da atenção dos outros, carentes de autoconfiança, estão em busca de atenção, tentam aumentar o status social ou fazer parte de um grupo.

Há pessoas que afirmam que tirar selfies faz com que se sintam bem, queiram compartilhar com os outros, e isso as instiga a tirar cada vez mais fotos.

As “selfies” são um estímulo muito recente. O que se sabe, é que provoca a liberação de dopamina, o que pode levar à compulsão. Ainda é preciso estudar esse fenômeno, mas ele apresenta características semelhantes às de outros transtornos comportamentais, e deve ser acompanhado.

Estamos na era dos “likes”, da conexão diária e constante. Mas só estes “likes” não são suficientes para preencher a vida.

Regina Migliori

 

Fonte: An Exploratory Study of “Selfitis” and the Development of the Selfitis Behavior Scale




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