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O poder da meditação segundo a ciência

Publicado em 14/4/2014


"Nos anos 1970, meditação era papo de doido. Nos anos 1980, transformou-se em assunto alternativo. Nos anos 1990, foi considerada tendência. Hoje, é o cenário." Essa análise, da dirigente do Instituto Migliori e professora, Regina Migliori, ilustra a relevância do II Encontro de Mindfulness e Promoção da Saúde, realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Associação Palas Athena. O encontro debateu estudos sobre os efeitos de mindfulness ou meditação de atenção plena - ou seja, concentração total no momento presente.

Na palestra sobre meditação e neurociência, a professora do programa de pós-graduação em psicobiologia da Unifesp e pesquisadora do Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein, Elisa Kozasa, uma das organizadoras do evento, citou as pesquisas de Sara Lazar (1) que identificaram um aumento na massa cinzenta de quem pratica a meditação. Outro estudo (2), da qual a própria Kozasa participou, chegou à conclusão de que, com acurácia de 94,8%, se pode dizer pela estrutura do cérebro, analisada em exames de imagem, se a pessoa medita ou não.

"É possível, portanto, comprovar as mudanças estruturais no cérebro de quem medita com regularidade", afirmou a pesquisadora. Através de exames, uma outra pesquisa (3) constatou que pessoas que não meditam despendem mais esforço do cérebro em tarefas que exigem atenção. Esses resultados são evidências de que o treino de meditação pode potencializar a eficiência do cérebro em exercícios que exigem concentração e no controle de impulsos.

Sabe-se que é a frequência da prática da meditação e não sua duração o que mais influi nos resultados. Para quem não medita, começar é muito difícil, comenta Kozasa. "Tem até a ver com a liberação de endorfinas, o que demora um pouco. Um meditador experiente é como um atleta olímpico. O prazer para quem pratica com regularidade é maior. A pergunta é: como ajudar um meditador sedentário a se transformar em um meditador atleta, que pratica três vezes por semana?", questionou a neurocientista.

Na escola
A implantação de mindfulness e outras práticas contemplativas no âmbito educacional foi o tema da palestra da professora Regina Migliori. Em entrevista a NAMU, ela contou sobre a transformação que essas técnicas possibilitam aos estudantes.




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